Paula Canella

Amizade não é ameaça para seu relacionamento!


Lógico que sempre queremos dar nosso melhor a uma pessoa com a qual estamos nos relacionando! No entanto, devemos evitar que esta pessoa não tente nos mudar, a ponto de perdemos nossa essência. Basicamente nos telestransportando de nosso mundo para outro, onde as coisas, ou pessoas, são exatamente o que ele deseja.

Não que conhecer outros mundos não seja maravilhoso. É o mesmo que viagens a lugares paradisíacos, afinal quem não gosta de viajar?

Porém, chega um momento que queremos voltar para casa. Lembra-se da famosa frase “não há nada como nosso lar, doce lar”?

Pois é, o seu mundo é formado por tudo o que você atraiu, sejam coisas, situações ou pessoas.

Não existe essa de mudar ninguém à força, muito menos tirá-lo de um lugar e colocar em outro do qual você considera melhor, acreditando que está “salvando” o seu parceiro.

É necessário respeitar as escolhas da outra parte do relacionamento!

Quando você se apaixona por uma pessoa, se apaixona pelo que ela é. Logo, pela lei da sintonia e afinidade, ela estará inserida num ciclo de amigos simpáticos à essência energética que ela expele.

Isso significa que, ao criticar o mundo ou pessoas que fazem parte da vida de seu parceiro, na verdade estará criticando seu parceiro também.

Mesmo que inicialmente a pessoa a ser “mudada” permita por um tempo as críticas e até ande conforme o parceiro deseja (no intuito de manter a relação), chegará o momento em que tanta cobrança irá gerar uma energia ruim e exaustiva: de cobranças, criticas, lamentações, culpas, razões e etc.  Até que aquela pessoa que tanto foi “modificada” sentirá novamente a necessidade de voltar às suas origens, fazendo com que volte a procurar seus espíritos afins, amigos que por muitas vezes foram afastados.

E aí? Todo seu esforço em mudar a pessoa onde fica?

No fim, a outra pessoa voltou a fazer exatamente o que sabe fazer e o que gosta de fazer, com apenas uma diferença: se esta pessoa estiver magoada ela usará esse retorno para lhe atingir, porque no fundo sabe que isso vai te incomodar.

Então vamos lá:

Você se sentiu atraída por uma pessoa, mas não gosta das pessoas com quem ela convive. O que fazer?

A resposta é meio dura, mas sem delongas e simples: se você se sentiu atraída por esta pessoa é porque algum lado dela tem afinidade com você, mas isso não significa que você deva aprovar tudo. Tem apenas que respeitar tudo o que a outra pessoa é!

Você não está amarrado. Ficar ou não ficar é uma decisão do casal, não um acordo de anulação total.

Se as pessoas as quais o outro se relaciona bebem, não significa que você vá beber, apenas dê o direito de eles serem o que são e eles respeitarão o que você é. Quando criticamos alguém primeiro, estamos dando a liberdade de sermos criticados. Você é o que é, o que decidir ser, e isso termina aí. Recorda-te principalmente que a diferença nos casais pesam dos dois lados, entenda que a outra parte também está te aceitando.

Os amigos do meu parceiro não se encaixam com os meus.  O que fazer?

Procure fazer atividades ou programas em dias separados, sempre, claro, evitando ceninhas e comparações quando for os amigos da outra parte!

Com o tempo, o casal vai gerando uma sinergia e pessoas novas vão aderindo ao convívio de ambos, tornando o que chamamos de amigos em comuns. Por isso, sem essa de escolher lado. Um casal é feito de dois lados.

Para melhor convivência é ideal alguns cuidados básicos como:

-Lembra-te que são os amigos dela, por isso, evite comentários desnecessários e sem graça a respeito dos defeitos que ela possa ter. Amigos já se conhecem, não precisa ficar ironizando, isso causará mal estar, fazendo com que as pessoas a que amam sintam-se injuriados.

-Não faça julgamentos ao ouvir algo sobre o passado do seu parceiro, tentando inclusive usar essas informações para discutir ou criticar o outro a sós. Passado é passado. Se não deseja ouvir, saia com gentileza. Isso é inevitável, todos tivemos uma vida antes de nos conhecermos.

-Não fique frisando os erros dos amigos do seu parceiro, afinal, ele não é responsável pelas ações de ninguém, se fulano ou beltrano é isso ou faz aquilo, o problema é do fulano e do beltrano. Amizade não exige perfeição, afinal nem nós somos perfeitos, como iremos cobrar isso do outro?

-Evite ser falso amigo, daqueles que se acha no direito de fazer falsos desabafos às pessoas do ciclo de amizade do seu companheiro, a fim de manipulá-los de acordo com seu interesse, acusando-os de levianos e até mesmo interferindo de forma negativa até que possa afastá-los.

-Pare de pensar que os amigos vão tentar interferir no seu relacionamento. Por mais que seja difícil de acreditar, os amigos não estão nem aí para você, a não ser que você se demonstre ser uma pessoa ruim. Bom, aí é uma questão de merecimento, no entanto, mesmo assim, as pessoas tendem a não se envolver em briga de casais, porque como todos sabem no fim o casal volta. E como todo bom ser humano que adora culpar terceiros pelo que lhes acontecem, a culpa sempre acaba caindo no colo de quem estava envolvido.

É necessário entender que possuímos uma vida própria, tentar mudá-la pode ser uma forma arriscada e dolorosa de se relacionar, e que por vezes não termina nada bem!

Recorde sempre, “nada como nosso lar” e ele também é feito de pessoas.

paulaPaula Adriana Canella tem 31 anos, é assessora comercial, casada, mãe da Duda, estudante de artes místicas, regressão, desdobramentos energéticos e tudo o que tem explicação racional, mas que não limita a mente. Acredita que as pessoas existem conforme o nível de seu pensamento, mas dificilmente são o que pensam ser.

É cobaia de suas próprias teorias, com intuito da melhora do sistema existencial de seu próprio mundo, objetivando encontrar a vacina adequada para seus próprios erros e a conservação de sua humanidade.