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Empresa incubada no Parque Tecnológico Itaipu transforma resíduos industriais em soluções para a agricultura e energia

A proposta surgiu diante da demanda de indústrias da região em dispor corretamente os resíduos provenientes da queima das caldeiras

Com esse objetivo a Getaanje Soluções Ambientais, recém-incubada no Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), desenvolveu soluções que atuam como fonte de energia e também como corretivos de solos para a agricultura.

Na intenção de transformar o cenário, os empreendedores Jesum Szczuk, Tatiane Knaul e Anderson Zimmermann criaram o negócio. “A destinação de material, que antes era realizada em aterros sanitários, além de gerar altos custos com o passar dos anos, poderia se tornar um problema ambiental muito grande. Agora transformamos esses resíduos industriais em dois subprodutos: o Corresuper 3.000 e o briquete de carvão”, afirma o Diretor Administrativo e Financeiro, Jesum Szczuk.

Composto por 75% dos resíduos da queima em caldeira na forma de cinzas vegetais, o Corresuper 3.000, produzido pela Getaanje, tem como foco atuar como corretivo de acidez do solo. “Esse produto apresenta em sua composição minerais que atuam fortalecendo a terra, melhorando a qualidade das plantas e aumentando a produtividade agrícola”, explica Jesum. O maior obstáculo para melhorar a produção de alimentos é justamente a falta de nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo, bem como insumos orgânicos. “Temos um produto com alta capacidade de reestruturação do solo e de auxílio no desenvolvimento das plantas”, complementa.

O briquete de carvão, conhecido como lenha ecológica, também foi desenvolvido pela empresa a partir da reutilização dos resíduos de carvão. “Padronizado em tamanho e forma, o briquete de carvão trata-se de um produto ecologicamente correto e que possui inúmeras vantagens”, comenta o empreendedor.

Segundo Jesum, a produção do briquete de carvão, composto por elementos que não sofreram a queima completa, passa por um processo de degradação, aditivação com combustível e prensagem. “Esse processo permite que o carvão ecológico elaborado pela Getaanje possua um poder calorífico maior, se tornando um grande diferencial no mercado nacional”, explica. Além de ser um produto sustentável, entre os benefícios está, ainda, o rendimento: com o produto é possível obter o mesmo resultado que seria atingido com um pacote de carvão, por exemplo, utilizando uma pequena quantidade de briquetes.

 

Incubadora Santos Dummont

De acordo com o Diretor Superintendente do PTI-BR, general Eduardo Garrido, o ecossistema do Parque Tecnológico dispõe de um ambiente de ensino e inovação, no qual as empresas possuem acesso a especialistas para auxiliar em todos os passos da evolução do negócio. “Além do suporte estrutural, que dá mais tranquilidade para o empreendedor se dedicar no desenvolvimento e gerenciamento do empreendimento, o fato de começar em um local que possibilita a troca de experiências e de relacionamentos entre empresas dos mais diversos setores também é uma vantagem. O networking é parte essencial desse processo”, destaca.

Sobre as expectativas em integrar a Incubadora Santos Dumont, Jesum revela que o processo de incubação no PTI-BR está sendo muito importante para o aprimoramento do negócio. “A incubação está trazendo suporte para a estruturação da Getaanje, seguindo todas as etapas previstas no Plano de Voo (documento de norteia o crescimento da empresa). A equipe técnica do Parque Tecnológico está nos auxiliando e prestando todo o apoio para que possamos atingir nossos objetivos que é ser uma indústria referência em soluções ambientais, gerando empregos e renda na região oeste do Paraná”, finaliza o sócio-proprietário.

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