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Museu Digital UNILA recebe obras de Fayga Ostrower; live debate produção da artista

A live será realizada nesta quinta-feira (25), às 19h; evento faz parte da programação da SIEPE.

 

O Museu Digital UNILA (MUD) recebeu do Instituto Fayga Ostrower uma coleção de 26 trabalhos da artista. Entre as obras doadas estão gravuras, pôsteres e publicações, que constituem o primeiro patrimônio artístico da UNILA e que estarão em exposição em 2022. A entrega foi realizada no último dia 10 e, para comemorar a doação, será realizada uma live, nesta quinta-feira (25), às 19h, como parte da programação cultural da 3ª Semana Integrada de Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPE).

As 26 obras, avaliadas em R$ 80 mil, foram entregues pela diretora do Instituto, Anna Leonor Ostrower, para a coordenadora do MUD, Michele Dacas. A entrega ocorreu durante uma visita técnica à sede do Instituto, localizado no Rio de Janeiro. As doações fazem parte das comemorações do centenário da artista e integram um programa de distribuição do acervo para instituições públicas de educação e cultura do Brasil.

“A aquisição dessas obras, além de implicarem em uma coleção que é formadora do primeiro patrimônio artístico material e imaterial da UNILA, significa uma grande contribuição para o conhecimento dos artistas-protagonistas de relevância da nossa História da Arte, como é o caso da Fayga Ostrower, que ajudou a consolidar o modernismo no Brasil e também fortaleceu o ensino das artes, em virtude de toda a prática pedagógica e intelectual que desenvolveu nesse campo”, afirma Michele.

A artista

Gravadora, pintora e crítica de arte, Fayga Ostrower, de origem judaica e nascida em 1920, na cidade de Lodz, na Polônia, chegou ao Brasil fugindo da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Ela faleceu no Rio de Janeiro, em 2001.

Fayga Ostrower ajudou a sedimentar o modernismo brasileiro, mas abandonou a figuração, em auge na época, e partiu para a abstração, com trabalhos que impactavam pela harmonização das cores e pela libertação das composições geométricas. Ela se interessava pela multiplicação da imagem sobre o papel por qualquer tipo de mídia, utilizando as técnicas mais variadas de expressão gráfica. Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior e recebeu diversos prêmios. Seus trabalhos se encontram nos principais museus brasileiros, da Europa e das Américas.

Ela também foi professora no Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, a partir dos anos 1950, quando a instituição carioca, inaugurada em 1948, ocupava o centro do pensamento modernista nacional. Ali, ajudou a implementar um conceito de museu-escola que rompia as fronteiras entre passado e presente, apresentando o processo de criação como um fluxo contínuo e tornando o espaço de exibições um anexo do bloco de aprendizagem, mais vivo e pulsante.

A live

Participam da live desta quinta-feira (25), Maria Luisa Tavora, professora de História da Arte nos cursos de graduação e pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do Instituto Fayga Ostrower; e Vanessa Mendonça, mestra em Artes Visuais com pesquisa sobre a produção de estampas para tecidos criadas pela artista na década de 1950. O debate será mediado por Michele Dacas. A live será transmitida pelo canal da UNILA no YouTube. ( https://bit.ly/fayga_live )

Créditos: UNILA.

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