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Novembro Azul: Paraná tem 46 casos de câncer de próstata para cada 100 mil habitantes

Pacientes que realizam exames no estágio inicial da doença podem apresentar até 90% de chance de cura

Curitiba, novembro de 2019 O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa é de 65.840 novos casos no Brasil, sendo que um em cada quatro homens não faz o exame médico necessário para detectar o câncer de próstata. No Paraná, a estimativa é de 46 casos de câncer de próstata para cada 100 mil habitantes. O movimento “Novembro Azul” é um alerta à população para a conscientização sobre os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce para o tratamento e a cura.

Com o diagnóstico precoce, o paciente aumenta em 80% a 90% a chance de cura. Em casos avançados, cai para 30%. Para Myrna Campagnoli, diretora médica do laboratório Frischmann Aisengart – que integra a Dasa -, homens a partir dos 45 anos devem se preocupar com esse tipo de câncer. A partir dessa idade, aumentam também as chances de desenvolvimento de outras doenças, além do câncer de próstata. “A consulta a um urologista é imprescindível acima dos 50 anos, bem como a realização dos exames que fazem o diagnóstico”, explica.

O câncer de próstata é assintomático durante boa parte da sua evolução. Eventuais sintomas podem começar a aparecer, como dificuldade de urinar ou necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite. Em casos mais avançados pode haver inclusive o comprometimento dos ossos do corpo e fraturas patológicas (sem associação a traumas). “A doença é essencialmente indolente na maioria dos homens, por isso os médicos só conseguem diagnosticar a partir do resultado da biópsia, que é indicada em caso de elevação do PSA [exame de sangue que identifica o Antígeno Prostático Específico, enzima produzida pelo corpo], de alteração no toque retal [exame clínico realizado no consultório], ou de ambos”, diz Myrna.

Os exames de toque retal e de sangue específico (PSA), mais a ressonância multiparamétrica da próstata, são indicados para o diagnóstico não invasivo do câncer de próstata. No entanto, o diagnóstico só é possível por meio de uma biópsia do órgão. “Daí a importância de o paciente estar em contato com o especialista para o rastreio da doença”, conta Myrna.

O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia ou hormonioterapia, seja isoladamente ou combinadas para os casos mais agressivos. Em tumores menos graves ou em pacientes com idade avançada e com outras doenças mais sérias, os médicos podem optar apenas pelo acompanhamento, sem intervenção.

“Quando a detecção é precoce, em alguns casos é possível evitar a metástase. E claro, uma dieta saudável e a prática de atividade física regular podem ter algum benefício na prevenção“, finaliza.

 

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