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Simpósio Internacional debate convivência entre pessoas e fauna silvestre no Parque Nacional do Iguaçu

Encontro reuniu cerca de 200 participantes para discutir estratégias de coexistência, conservação da biodiversidade e prevenção de conflitos com animais silvestres

O Parque Nacional do Iguaçu recebeu, entre os dias 26 e 28 de agosto, o I Simpósio Internacional de Coexistência (SICOEX). O encontro reuniu cerca de 200 participantes para discutir estratégias de convivência entre pessoas e fauna silvestre.

Organizado pelo Projeto Onças do Iguaçu, o evento contou principalmente com especialistas e representantes do Brasil, da Argentina e do Paraguai, países que integram a Rede Trinacional de Coexistência. Também participaram convidados da Bolívia, do México e do Chile.

 

Estratégias para a coexistência com a fauna

A programação do simpósio abordou diferentes temas relacionados à conservação da biodiversidade e à convivência entre comunidades, produtores rurais e animais silvestres.

Entre os assuntos discutidos estiveram:

  • pesquisa científica e experiências de campo;
  • políticas públicas e manejo da fauna;
  • prevenção e mediação de conflitos;
  • tecnologias de antipredação;
  • saúde única;
  • educação ambiental;
  • geração alternativa de renda;
  • perspectivas de comunidades e produtores que convivem diretamente com a fauna.

A coordenadora executiva do Projeto Onças do Iguaçu, Yara de Melo Barros, participou da programação com a palestra “A estratégia de Coexistência do Projeto Onças do Iguaçu”.

Bióloga, doutora em Zoologia pela Unesp e especialista em planejamento para a conservação, Yara atua há anos na conservação da fauna e em pesquisas sobre onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu.

“A ideia é justamente reunir diferentes territórios e realidades em torno de um desafio comum, que é construir formas mais efetivas de coexistência entre pessoas e fauna silvestre. Queremos que os participantes conheçam diferentes abordagens, possam comparar experiências e saiam do evento com novas referências, contatos e possibilidades mais concretas de aplicação em seus próprios territórios”, afirma a bióloga.

A equipe do Projeto Onças do Iguaçu também participou do simpósio com as palestras “Saúde Única”, apresentada por Patrícia Gomes, e “Rede Trinacional de Coexistência”, conduzida por Ana Catarine.

Conservação e visitação no Parque Nacional do Iguaçu

Para o CEO da Urbia+Cataratas, Mario Macedo Junior, o simpósio aproximou as ações de conservação do fluxo constante de visitantes no Parque Nacional do Iguaçu.

“Para a Urbia+Cataratas, é uma honra receber a primeira edição do Simpósio Internacional de Coexistência. O Parque Nacional do Iguaçu é um ambiente de constante fluxo de pessoas, e vamos construir juntos maneiras de sustentar, ao longo do tempo, a experiência positiva das pessoas na natureza, em harmonia com a existência da população silvestre”, comenta.

O que significa coexistência entre pessoas e fauna

A coexistência entre seres humanos e fauna silvestre é a capacidade de um território gerir essas interações de forma a garantir, ao longo do tempo, o bem-estar das pessoas e a manutenção de populações viáveis de animais.

Esse trabalho exige instituições preparadas para prevenir, mediar e responder aos conflitos inevitáveis de maneira justa, adaptativa e baseada em evidências.

Essa também é a lógica que orienta o Projeto Onças do Iguaçu. Para conservar a onça-pintada, o projeto considera não apenas o animal, mas também as relações entre onças, pessoas e território.

Arte e conservação no Centro de Visitantes

Durante a realização do SICOEX, o artista local Pas, do perfil @pas.oficial, pintou um painel sobre coexistência no Centro de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu, próximo ao embarque. A obra permanecerá no local.

Nos dias 27 e 28 de agosto, o mesmo espaço recebeu uma feira de produtos artesanais e de produtores locais. A iniciativa aproximou visitantes e participantes do simpósio das discussões sobre conservação e valorização da produção regional.

O painel representa, por meio da arte, a convivência entre as pessoas e a biodiversidade presente no Parque Nacional do Iguaçu. A figura humana aparece integrada à paisagem e cercada por espécies associadas ao imaginário da Mata Atlântica, como a onça-pintada, o tucano e o quati.

Ao fundo, as Cataratas do Iguaçu completam a composição e conectam diferentes elementos que caracterizam o destino.

A presença da obra no roteiro de visitação acrescenta um novo elemento à experiência dos visitantes. A intervenção dialoga com a biodiversidade e com a identidade do território, aproximando o turismo da produção cultural local.

Sobre o Parque Nacional do Iguaçu

Administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Parque Nacional do Iguaçu conta com a gestão da visitação turística realizada pela concessionária Urbia+Cataratas.

Reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, o parque é referência internacional em turismo sustentável. Também é considerado uma das principais atrações do Brasil e da América Latina, segundo usuários do Tripadvisor, no prêmio Best of the Best 2026.

Crédito das imagens

  • Apresentação do Simpósio SICOEX e artista Pas: Priscila Freire, Urbia+Cataratas
  • Painel no Centro de Visitantes: Mariana Kissel, Urbia+Cataratas
  • Onça-pintada: Guia de Convivência Onças do Iguaçu
  • Quati: Christian Rizzi

Mais informações

E-mail: contato@catarataspni.com.br
Site: cataratasdoiguacu.com.br