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UNILA amplia cooperação com a China e recebe primeiros estudantes chineses em mobilidade acadêmica

Parceria com a Beijing Foreign Studies University leva sete intercambistas a Foz do Iguaçu para uma experiência acadêmica de dois semestres

Pela primeira vez em sua história, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) recebe estudantes chineses em mobilidade acadêmica. O grupo é formado por sete estudantes da Beijing Foreign Studies University (BFSU), que permanecerão em Foz do Iguaçu durante dois semestres.

Durante o período no Brasil, os intercambistas participarão de atividades acadêmicas em diferentes cursos da Universidade e terão contato com a proposta intercultural e multilíngue que caracteriza a UNILA.

Acordo entre UNILA e universidade chinesa

A chegada dos estudantes é resultado do acordo bilateral firmado entre a UNILA e a BFSU em 2025.

Reconhecida pela formação em línguas estrangeiras, estudos internacionais e diplomacia, a universidade chinesa possui um perfil alinhado à vocação acadêmica da UNILA.

Os sete intercambistas são vinculados à área de Línguas da BFSU e já possuem conhecimentos de espanhol.

Disciplinas e vivência acadêmica

Durante a permanência em Foz do Iguaçu, os estudantes ficarão hospedados no Alojamento Estudantil da UNILA.

Eles cursarão componentes curriculares do Ciclo Comum de Estudos, etapa formativa inicial compartilhada por todos os cursos de graduação da Universidade. Também participarão de disciplinas dos cursos de:

  • Letras;
  • Antropologia;
  • Ciências Econômicas.

A experiência permitirá aos estudantes conhecer diferentes áreas do ensino superior brasileiro e ampliar o contato com a realidade social e cultural da América Latina.

Intercambistas destacam interesse pela América Latina

Entre os estudantes está Xu Jingbo, que, além das disciplinas de espanhol, optou por cursar componentes de Antropologia. O interesse está relacionado à possibilidade de conhecer melhor os povos indígenas da América Latina.

“Antes de vir para cá, escrevi um texto sobre os Yanomami e conheci o trabalho da fotógrafa Claudia Andujar. Também gosto de fotografar e quero conhecer mais sobre a América Latina e sobre os povos indígenas daqui”, conta.

A estudante Wang XuHan, que adotou o nome Mevis em espanhol e português, destaca a oportunidade de estabelecer relações com pessoas de diferentes países.

“A primeira coisa que senti depois de chegar aqui foi a gentileza das pessoas. Quero conhecer mais sobre este país, sobre as pessoas e também sobre a cultura. Nós, jovens universitários, também representamos a China e esperamos trazer nossa sinceridade, nossa gentileza e nossa cultura para o Brasil, além de receber o mesmo em troca”, afirma.

Cooperação com a China amplia atuação internacional da UNILA

A chegada dos estudantes da BFSU amplia o alcance geográfico das ações de mobilidade acadêmica da UNILA e acrescenta a China à rede de relações internacionais e institucionais construída pela Universidade.

Para a reitora da UNILA, Diana Araujo Pereira, a aproximação com instituições chinesas acompanha as transformações nas relações internacionais da América Latina e do Caribe.

“Hoje, falar em integração regional requer a inclusão da cooperação com o Sul Global; a China está cada vez mais presente na realidade social da América Latina e do Caribe. Com a chegada dos primeiros estudantes chineses em mobilidade e com o avanço nas tratativas de implementação do Instituto Confúcio, a UNILA firma parcerias com a China e dá um passo fundamental nesse novo cenário da diplomacia educacional”, afirma.

Além do acordo com a BFSU, a UNILA mantém outras frentes de cooperação com instituições chinesas.

Universidade avança em novas parcerias institucionais

No primeiro semestre de 2026, a Reitoria realizou uma missão institucional na China. Durante a visita, a UNILA assinou um Memorando de Entendimento com a Hangzhou Dianzi University (HDU).

O acordo abre possibilidades de atuação conjunta em áreas como:

  • Engenharia;
  • Tecnologia;
  • Inteligência artificial;
  • Robótica;
  • Automação;
  • Agricultura inteligente.

A Universidade também avança nas tratativas para a instalação do Instituto Confúcio, com foco no ensino de mandarim e na promoção da cultura chinesa.

Uma nova visita institucional está prevista para os próximos meses, com o objetivo de discutir a implantação do projeto na UNILA.