O empresário e apresentador de TV Deoclecio Duarte, pré-candidato a deputado estadual pelo União Brasil, destacou a necessidade urgente de ampliar a representatividade política de Foz do Iguaçu e região. Em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Cultura, ele reforçou que o fortalecimento da bancada regional é o caminho para atrair investimentos consistentes e solucionar demandas históricas do Oeste paranaense.
Estratégia política e viabilidade eleitoral
Durante o diálogo, Deoclecio explicou sua movimentação partidária do PL para o União Brasil. Segundo o pré-candidato, a mudança foi fruto de uma análise técnica sobre a composição das chapas. Ele pontuou que seu projeto permanece sólido dentro da Federação Progressista, formada por União Brasil e PP, grupo que detém expressiva força política no cenário nacional.
O empresário projeta que a eleição para a Assembleia Legislativa pode ser viabilizada a partir de 30 mil votos, mantendo uma base de apoio ativa no Oeste e Sudoeste do Paraná. Duarte ressaltou ainda a parceria de longa data com o secretário estadual das Cidades, Fernando Giacobo, como um pilar de sua articulação política.
O conceito de Metrópole Trinacional
Um dos pontos centrais da defesa de Deoclecio Duarte é a visão de Foz do Iguaçu como o coração de uma metrópole de 1 milhão de habitantes. Este conceito considera a integração econômica e urbana entre cidades do Brasil, Paraguai e Argentina em um raio de 50 quilômetros.
Para o pré-candidato, o peso político de Foz deve ser proporcional à sua importância estratégica internacional. Ele alertou para o prejuízo causado pela dispersão de votos para candidatos de outras regiões e incentivou a valorização de nomes locais.
Desafios na saúde e infraestrutura regional
A carência de infraestrutura na área da saúde foi usada pelo pré-candidato como exemplo da falta de força política. Ele lembrou que a 9ª Regional de Saúde ainda carece de um hospital regional próprio e que Foz do Iguaçu acaba absorvendo a demanda de dezenas de municípios vizinhos e países limítrofes.
Ao projetar o cenário para 2026, Deoclecio avaliou que o principal desafio será a conscientização do eleitor. Para ele, o desenvolvimento regional depende diretamente da eleição de representantes que vivam a realidade da fronteira e tenham compromisso direto com as pautas locais.



