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Itaipu e parceiros celebram 20 anos do Corredor Ecológico Santa Maria

Evento em Santa Terezinha de Itaipu reuniu diversas instituições que contribuíram para concretizar o projeto que liga áreas protegidas da Itaipu ao PNI.

 

Representantes de diversas instituições e da comunidade de Santa Terezinha de Itaipu comemoram nesta manhã de quarta-feira (29), no terminal turístico do município, os 20 anos do Corredor Ecológico Santa Maria, projeto emblemático para a conservação ambiental no Oeste do Paraná.

O projeto é emblemático pela soma de esforços das diversas instituições parceiras (Itaipu, prefeituras de Santa Terezinha e de São Miguel do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu/ICMBio, Ministério Público Estadual, Instituto Água e Terra, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Ibama, Ecocataratas, Departamento de Estradas de Rodagem e Instituto Caminhos da Conservação).

Além do arranjo entre as instituições, foi fundamental o apoio da comunidade, especialmente os proprietários de terra que cederam partes de suas propriedades para a formação do corredor, que hoje soma 902 hectares.

O esforço para recuperar e conservar a área envolveu o plantio de 128 mil mudas, especialmente para a recuperação das microbacias dos rios Bonito e Apepu, e a instalação de 75 km de cercas para proteção da mata.

Pesquisas desenvolvidas no corredor atestam os bons resultados da inciativa: já foram identificadas 135 espécies de aves; mais de 140 espécies de árvores da Mata Atlântica; além da identificação de novas espécies como a rã-bugio e o rato-do-brejo.

A prefeita Karla Galende destacou o empenho da Itaipu na promoção de diversos projetos que contribuem para tornar Santa Terezinha uma referência em sustentabilidade. “É um trabalho que envolve muitos atores e demanda dedicação e conhecimento técnico”, afirmou.

O diretor de Coordenação da Itaipu, Luiz Felipe Carbonell, reafirmou o compromisso da empresa com a preservação ambiental, que já vem desde a concepção da usina. Somente na margem brasileira, foram plantadas mais de 24 milhões de árvores, incluindo as que hoje fazem parte do Corredor Ecológico Santa Maria.

“Ao trabalho que a Itaipu promove nos cuidados com as nascentes e microbacias, se somam as ações de educação ambiental, que são extremamente importantes para que a comunidade contribua com a preservação desse patrimônio para as futuras gerações”, disse o diretor.

 

Histórico

O Corredor Ecológico Santa Maria é um dos poucos corredores estabelecidos por lei no Brasil. Em 2001, o Ibama publicou a portaria 137/2001, declarando o conjunto de áreas composto pela Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da Fazenda Santa Maria, pelas bacias dos rios Apepu e Bonito e pela conexão com a faixa de proteção da Itaipu como corredor ecológico.

Antes disso, ainda nos anos 1990, os proprietários da Fazenda Santa Maria haviam declarado sua área de preservação de 242 hectares como RPPN. Nessa época também ocorreram os primeiros contatos com proprietários da vizinhança, para sensibilizá-los para a necessidade de estabelecer essa conexão. Em 2007, o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Decreto 5.092, reconheceu a área como de alta relevância biológica para a conservação da biodiversidade, uma vez que melhora o fluxo genético entre importantes remanescentes da Mata Atlântica.

 

Presenças

Também estiveram presentes na solenidade o ex-prefeito de Santa Terezinha Cláudio Eberhard; o vice-presidente dos Lindeiros e prefeito de Santa Helena, Evandro Miguel Grade; o vice-prefeito de São Miguel do Iguaçu, Cláudio Rodrigues; a chefe do PNI e representante do ICMBio, Cibele Munhoz Amato; o chefe da Unidade Técnica do Ibama, Sérgio Suzuki; o representante do MP/PR, Idelson Chaves; a presidente do Instituto Caminhos da Conservação, Giovanna Machado; o chefe regional do IAT, Carlos Pittom; o superintendente regional do DER, Charles Hostins Junior; o representante da Ecocataratas, Thiago Nascimento; entre outras autoridades.

Além da solenidade comemorativa, a programação contou com a exposição de sementes, que mostra o processo de germinação de espécies típicas da Mata Atlântica; com o plantio de árvores, pelos representantes das principais instituições envolvidas; e com a realização de um evento técnico, na parte da tarde, envolvendo gestores de educação ambiental e convidados.

Créditos: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional.

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