Mais de cinco mil pessoas participaram, entre março e junho, das oficinas de hortas comunitárias promovidas pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec em municípios do Paraná e do sul do Mato Grosso do Sul.
A iniciativa já resultou na implantação ou ampliação de mais de 250 hortas comunitárias e seguirá até alcançar os 434 municípios que integram a área de atuação prioritária da usina.
As atividades são realizadas pelos Núcleos de Cooperação Socioambiental em parceria com o Conselho dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu. Atualmente, as oficinas entram na fase final nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, com previsão de conclusão nos próximos meses.
Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, a iniciativa demonstra como a sustentabilidade pode ser construída de forma coletiva.
“Quando iniciamos as oficinas, queríamos deixar um legado para os territórios por meio de ações concretas. Os resultados mostram que conseguimos reunir diferentes setores da sociedade em torno de um objetivo comum, promovendo aprendizado, integração e cuidado com o meio ambiente”, destacou.
O diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo, ressaltou o alcance social da ação. “A realização de um trabalho dessa dimensão exigiu planejamento e articulação em cada município. Ao longo das oficinas, vimos jovens, idosos, estudantes de Apaes, comunidades indígenas, professores e diversos outros grupos construindo juntos espaços que agora servirão para plantar, colher e fortalecer os laços comunitários”, afirmou.
Aprendizado e colaboração
Os resultados da iniciativa podem ser acompanhados em um minidocumentário produzido pelos Núcleos de Cooperação Socioambiental, que reúne depoimentos e imagens das atividades de plantio realizadas nos municípios.
Um dos participantes é João Pereira, de 70 anos, viveirista há mais de quatro décadas em Marilena (PR). Segundo ele, as oficinas se transformaram em espaços de troca de conhecimentos entre diferentes gerações.
“Vieram pessoas sem muita experiência e eu, que já trabalho com isso há anos, também aprendi. O que sei, compartilho com eles, e eles também têm muito a ensinar”, relatou.
Durante as capacitações, os participantes aprendem técnicas de preparo do solo, escolha de sementes adequadas para cada região e formas de cultivo de hortaliças, legumes, ervas aromáticas, ervas medicinais e Pancs (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Também são abordados temas como compostagem, adubação orgânica e manejo sustentável dos espaços.
As hortas podem ser implantadas em diferentes formatos, como os modelos tradicional e mandala, mas sempre em áreas de uso coletivo, incluindo escolas, instituições, aldeias indígenas, espaços públicos e outros locais acessíveis à comunidade.
Núcleos fortalecem a participação social
Criados em 2024 dentro do programa Itaipu Mais que Energia, os 21 Núcleos de Cooperação Socioambiental atuam como espaços de mobilização, formação e diálogo entre instituições e comunidades. A iniciativa integra as ações desenvolvidas pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec em alinhamento às políticas públicas do Governo Federal voltadas à sustentabilidade, inclusão social e desenvolvimento territorial.
Com atuação nos 399 municípios do Paraná e em 35 municípios do sul do Mato Grosso do Sul, os Núcleos utilizam a metodologia da governança participativa para estimular a construção coletiva de soluções locais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e para a promoção de um futuro mais sustentável nas comunidades.


