Empreendimento registra cronograma adiantado e prevê entrega parcial em junho de 2026, o diretor jurídico da Itaipu Binacional e diretor-geral brasileiro em exercício, Luiz Fernando Delazari, visitou nesta quarta-feira (14) o canteiro de obras do Campus Arandu da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu.
A construção, viabilizada por meio de parceria entre a Itaipu, a Unila e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), apresenta cronograma adiantado e já gera 419 empregos diretos.
Visitação técnica e estrutura em execução
Durante a visita, Delazari conheceu o programa de visitação da obra, considerado único no mundo por permitir que grupos da comunidade acadêmica da Unila acompanhem semanalmente o andamento da construção. O diretor também percorreu os três edifícios atualmente em execução: o restaurante universitário e biblioteca, o bloco de salas de aula e o prédio administrativo, que terá 18 andares.
Para Delazari, o empreendimento representa um marco para a educação pública brasileira.
“É uma obra fantástica. Demonstra claramente a preocupação que o governo do presidente Lula tem com a educação no Brasil. Enquanto o governo passado pensou em implodir a obra, o atual determinou sua retomada, evidenciando diferentes visões de mundo e a importância da educação na construção de um país mais justo e solidário”, afirmou.
Ele também destacou o valor simbólico do projeto, concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer, considerado sua última grande criação.
Comunidade acadêmica celebra retomada do projeto
A estagiária da Itaipu e estudante da Unila, Yanki Karem Barreiros da Silva, destacou a importância da obra para a comunidade universitária. Para ela, acompanhar o avanço da construção do Campus Arandu é a concretização de um sonho coletivo.
“É um sonho de alunos e professores, porque vai ampliar as oportunidades acadêmicas e garantir melhores espaços de aprendizagem e convivência”, resumiu.
Cronograma, investimento e impacto social
Retomada em 2023, após anos de paralisação, a obra possui contrato no valor de R$ 687 milhões. De acordo com Ronaldo Schiavoni, coordenador técnico do Unops, o cronograma segue adiantado, com entrega da primeira etapa prevista para junho de 2026, conforme compromisso do governo federal.
Ele ressaltou a capacidade técnica da construtora e o cumprimento rigoroso dos prazos.
O advogado da Itaipu Glauber Pedro Gonçalves da Silva, que participou da elaboração dos pareceres jurídicos para a retomada do projeto, destacou os benefícios sociais do empreendimento.
“A universidade forma pessoas preparadas para construir um país melhor, fortalece o espírito de solidariedade latino-americana e impulsiona a economia local, gerando emprego, renda e fomentando atividades culturais e turísticas”, afirmou.
Inclusão social e sustentabilidade no canteiro de obras
Além da grandiosidade arquitetônica, o Campus Arandu se destaca pelas ações de inclusão social e sustentabilidade. Atualmente, 12 pessoas do sistema prisional atuam na obra por meio de parceria com o Departamento Penitenciário (Depen), em um programa de ressocialização e redução de penas.
A meta é ampliar esse número para 44 trabalhadores. O projeto também garante que ao menos 15% da mão de obra seja composta por grupos prioritários, como mulheres, pessoas com deficiência, migrantes, egressos do sistema penal e jovens em primeiro emprego.
No campo ambiental, a obra adota práticas como monitoramento e resgate de fauna (com mais de 70 animais atendidos), criação de corredor ecológico, política de Plástico Zero, reaproveitamento de águas pluviais, uso de vidros duplos para eficiência térmica e estudos para instalação de placas fotovoltaicas no estacionamento.
Estrutura e governança do projeto
O complexo universitário terá 94 mil metros quadrados de área construída, sendo o bloco de salas de aula o maior, com 45 mil m². O sistema viário contará com 90 mil m², além de estacionamento para atender a comunidade acadêmica. A previsão de entrega final da obra é agosto de 2027.
A governança do projeto envolve reuniões mensais do comitê técnico, com representantes da Itaipu, Unops e Unila, além de um conselho executivo responsável por decisões financeiras e contratuais. O Ministério da Educação também integra a estrutura de acompanhamento do empreendimento.



