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Belém recebe o primeiro barco totalmente movido a hidrogênio verde da América Latina

A Itaipu Binacional apresentou nesta quarta-feira (12) o BotoH2, primeiro barco da América Latina movido integralmente por hidrogênio verde. A cerimônia ocorreu na Ilha do Combu, em Belém (PA), como parte da programação oficial da COP30. O projeto foi desenvolvido em cooperação com o Itaipu Parquetec e será utilizado para a coleta seletiva nas ilhas da região.

Evento oficial e autoridades presentes

O lançamento contou com a participação do ministro do Turismo, Celso Sabino, do diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, do diretor-geral paraguaio, Justo Zacarias Irún, do diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo, além de representantes institucionais e autoridades locais.

Investimento e legado para a COP30

A iniciativa integra as ações de apoio da Itaipu para a realização da Conferência Mundial do Clima em Belém, em parceria com o Governo Federal. Ao todo, foram destinados R$ 1,3 bilhão para obras estruturais e projetos que permanecem como legado para a população e para o desenvolvimento sustentável na região.

Transição energética e novas tecnologias

Durante o evento, Enio Verri destacou investimentos da Itaipu na transição energética, envolvendo o uso de hidrogênio, biogás, biometano, petróleo verde e a geração solar sobre o reservatório da usina.

Segundo ele, “não poderia haver momento mais adequado para essa apresentação, diante de uma conferência que reúne representantes de 194 países debatendo o futuro climático e a urgência de preservar o planeta”.

Brasil como referência em hidrogênio verde

O diretor paraguaio Justo Zacarias reforçou que a Itaipu segue inovando além da energia hidrelétrica, investindo em outras fontes renováveis. Já Irineu Colombo lembrou que a Itaipu acumula quase duas décadas de pesquisas sobre hidrogênio verde, tornando o Brasil referência no setor e mostrando que o País tem capacidade técnica e científica para avançar em energia limpa.

Operação, uso e monitoramento

A embarcação será operada pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), da Universidade Federal do Pará (UFPA), responsável pelo monitoramento do abastecimento, operação e desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao hidrogênio. O acordo inclui ainda ações de educação ambiental e suporte à coleta seletiva, beneficiando cooperativas de catadores na capital.

Características da embarcação

O barco pesa 1,5 tonelada, suporta até 9 toneladas e possui 9,5 metros de comprimento por 3 m de largura. A estrutura é fabricada em alumínio e conta com baterias e painéis solares integrados. O motor não produz ruídos e não libera poluentes – seu único resíduo é água pura.

Potencial de replicação e impacto futuro

O protótipo tem potencial para ser reproduzido em diferentes regiões brasileiras, podendo atender transporte de moradores, iniciativas sociais, turismo sustentável ou serviços públicos em comunidades ribeirinhas.