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COP30 apresenta modelo brasileiro de cozinhas sustentáveis

O side event “Avançando Cozinhas Comunitárias Sustentáveis no Brasil”, promovido pela Itaipu Binacional nesta quinta-feira (14), durante a COP30, em Belém (PA), reuniu a primeira-dama e enviada especial para temas de gênero na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, Janja Lula da Silva, atraindo grande público ao auditório.

Tecnologia social brasileira pode inspirar o mundo

Moderado pela coordenadora de gênero da Itaipu Binacional, Victória Pedro Corrêa, o painel destacou o modelo de cozinhas comunitárias sustentáveis como iniciativa capaz de se expandir nacionalmente e servir de referência internacional frente aos desafios da crise climática, segurança alimentar e economia circular.

Combate à pobreza energética

Durante sua fala, Janja enfatizou a necessidade de enfrentar a chamada “pobreza energética”, realidade que atinge milhões de mulheres e impede o preparo de alimentos de forma segura e limpa. Segundo ela, muitas famílias ainda dependem de fogões improvisados, o que reforça a relevância de projetos como os apoiados pela Itaipu.

Ela recordou histórias de mulheres que percorrem longas distâncias para coletar lenha e relacionou essa situação à realidade brasileira, reforçando a urgência de soluções sustentáveis.

Biodigestores como solução para autonomia

Janja contou que a inspiração para o uso de biodigestores em cozinhas comunitárias surgiu após ouvir relatos de uma moradora que utilizava resíduos locais para produzir gás. A partir daí, Itaipu adaptou tecnologia já aplicada em propriedades rurais da região de Foz do Iguaçu para os novos espaços comunitários.

Sete cozinhas já estão em funcionamento

Atualmente, o Brasil conta com sete cozinhas comunitárias sustentáveis. Um dos exemplos é a Cozinha Mãos de Mulher, em Ananindeua (PA), que recebeu equipamentos, horta comunitária, reforma estrutural e um biodigestor que transforma resíduos da alimentação em gás renovável.

Representante do projeto, Lenina Aragão, agradeceu o apoio e ressaltou a mudança social gerada pela iniciativa, afirmando que a comunidade agora utiliza “uma energia limpa, renovável e acessível”.

Justiça social aliada à adaptação climática

Janja reforçou que justiça social e adaptação climática andam lado a lado, e que iniciativas de base comunitária representam caminhos sólidos para fortalecer o desenvolvimento sustentável e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Participação institucional

O encontro, realizado no estande do Governo Federal na Green Zone, contou também com:

  • Lílian dos Santos Rahal – Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (MDS)
  • Izadora Gama Brito – Secretaria Geral da Presidência
  • Adriana de Souza Oliveira – Ministério de Minas e Energia
  • Valquíria Lima – Cáritas Brasileira